| Eu não temerei. O medo é o assassino da mente. O medo é a pequena morte que traz a obliteração total. Enfrentarei meu medo. Permitirei que ele passe sobre mim e através de mim. E, quando ele se for, voltarei minha visão interna para olhar sua trilha. Por onde o medo passou nada restou. Apenas eu permaneço.
Litania contra o medo da Irmandade Bene Gesserit Porque ser nerd é foda.
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| | Subject: | Ansiedade | | Time: | 09:06 am | | Current Mood: | anxious |
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O bom de ter barba e cabelos compridos é que tenho muita variedade de fios para ficar arrancando quando estou nervoso. | comments: Leave a comment  |
| Gatos ariscos perdidos na noite costumam perambular pelas ruas fazendo coisas de gatos até a hora de voltar pra casa para comer e dormir. Alguns gatos não voltam mais.
Alguns gatos morrem. | comments: Leave a comment  |
| T. diz (01:09): Ando com uma PACIÊNCIA com mulher que meu deus D. diz (01:09): Achava q era só eu que tava soltando farpa T. diz (01:09): Ah, cara. Cheio de outras coisas pra me preocupar... D. diz (01:09): Verdade T. diz (01:09): Vou ficar dando trela pra muié que dá pra outros? D. diz (01:09): ...
Bom. Ele não deixa de ter razão... | comments: Leave a comment  |
| | Subject: | Separação | | Time: | 12:39 pm | | Current Mood: | melancholy |
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| Separação
Voltou-se e mirou-a como se fosse pela última vez, como quem repete um gesto imemorialmente irremediável. No íntimo, preferia não tê-lo feito; mas ao chegar à porta sentiu que nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é história do mundo. Ela o olhava com um olhar intenso, onde existia uma incompreensão e um anelo, como a pedir-lhe, ao mesmo tempo, que não fosse e que não deixasse de ir, por isso que era tudo impossível entre eles. Viu-a assim por um lapso, em sua beleza morena, real mas já se distanciando na penumbra ambiente que era para ele como a luz da memória. Quis emprestar tom natural ao olhar que lhe dava, mas em vão, pois sentia todo o seu ser evaporar-se em direção a ela. Mais tarde lembrar-se-ia não recordar nenhuma cor naquele instante de separação, apesar da lâmpada rosa que sabia estar acesa. Lembrar-se-ia haver-se dito que a ausência de cores é completa em todos os instantes de separação. Seus olhares fulguraram por um instante um contra o outro, depois se acariciaram ternamente e, finalmente, se disseram que não havia nada a fazer. Disse-lhe adeus com doçura, virou-se e cerrou, de golpe, a porta sobre si mesmo numa tentativa de seccionar aqueles dois mundos que eram ele e ela. Mas o brusco movimento de fechar prendera-lhe entre as folhas de madeira o espesso tecido da vida, e ele ficou retido, sem se poder mover do lugar, sentindo o pranto formar-se muito longe em seu íntimo e subir em busca de espaço, como um rio que nasce. Fechou os olhos, tentando adiantar-se à agonia do momento, mas o fato de sabê-la ali ao lado, e dele separada por imperativos categóricos de suas vidas, não lhe dava forças para desprender-se dela. Sabia que era aquela a sua amada, por quem esperara desde sempre e que por muitos anos buscara em cada mulher, na mais terrível e dolorosa busca. Sabia, também, que o primeiro passo que desse colocaria em movimento sua máquina de viver e ele teria, mesmo como um autômato, de sair, andar, fazer coisas, distanciar-se dela cada vez mais, cada vez mais. E no entanto ali estava, a poucos passos, sua forma feminina que não era nenhuma outra forma feminina, mas a dela, a mulher amada, aquela que ele abençoara com os seus beijos e agasalhara nos instantes do amor de seus corpos. Tentou imaginá-la em sua dolorosa mudez, já envolta em seu espaço próprio, perdida em suas cogitações próprias - um ser desligado dele pelo limite existente entre todas as coisas criadas. De súbito, sentindo que ia explodir em lágrimas, correu para a rua e pôs-se a andar sem saber para onde...
Vinícius de Moraes in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
E haverá dias em que sentirá a ausência dela como um murro no peito, e irá curvar-se com a dor, e seus olhos irão lacrimejar, e você desejará morrer. Mas não morrerá. E escreverá cartas imaginárias, onde abrirá seu coração e tentará, mais uma vez, reviver a chama que se extinguiu, mas não o fará, por saber que agora ela tem outro. E a melancolia será sua companheira e lhe afastará dos outros, para em sua solidão encontrar cura, ou chorar em vão. | comments: Leave a comment  |
| "Procurava não chorar e me levantar para caminhar, mas o homem somente avança até que tenha que parar. E os olhos se enchem de lágrimas, além desse mar o qual em todos os peitos, se erguem ao mesmo nível. O que eu fiz de errado? Onde está a minha culpa? Se me cortarem as mãos, eu oferecerei os pulsos. Irei voltar para você nos meus ossos, para você."
Paul Claudel.
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Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. | comments: Leave a comment  |
| El viento es un caballo: óyelo cómo corre por el mar, por el cielo.
Quiere llevarme: escucha cómo recorre el mundo para llevarme lejos.
Escóndeme en tus brazos por esta noche sola, mientras la lluvia rompe contra el mar y la tierra su boca innumerable.
Escucha como el viento me llama galopando para llevarme lejos.
Con tu frente en mi frente, con tu boca en mi boca, atados nuestros cuerpos al amor que nos quema, deja que el viento pase sin que pueda llevarme.
Deja que el viento corra coronado de espuma, que me llame y me busque galopando en la sombra, mientras yo, sumergido bajo tus grandes ojos, por esta noche sola descansaré, amor mío.
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| | Current Music: | The Smiths - I Know It's Over | | Subject: | Tati Bernardi | | Time: | 03:11 am |
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| Descobri ela ontem de madrugada, quase ao amanhecer... estou lendo novamente, logo vai amanhecer... é um texto para quem sofre de nostalgia.
É estranho e ao mesmo tempo é tão normal se identificar com uma pessoa que você não conhece, apenas por o tema ser o amor e a desilusão.
Mas, enfim...
Recomendo: Tati Bernardi | comments: Leave a comment  |
| Um quarto que é sem dúvida num castelo antigo. Do quarto vê-se que é circular. Ao centro ergue-se, sobre uma essa, um caixão com uma donzela, de branco. Quatro tochas aos cantos. À direita, quase em frente a quem imagina o quarto, há uma única janela, alta e estreita, dando para onde só se vê, entre dois montes longínquos, um pequeno espaço de mar. Do lado da janela velam três donzelas. A primeira está sentada em frente à janela, de costas contra a tocha de cima da direita. As outras duas estão sentadas uma de cada lado da janela. É noite e há como que um resto vago de luar.
PRIMEIRA VELADORA - Ainda não deu hora nenhuma. SEGUNDA - Não se pode ouvir. Não há relógio aqui perto. Dentro em pouco deve ser dia. TERCEIRA - Não: o horizonte é negro. PRIMEIRA - Não desejais, minha irmã, que nos entretenhamos contando o que fomos? É belo e é sempre falso… SEGUNDA - Não, não falemos nisso. De resto, fomos nós alguma cousa? PRIMEIRA - Talvez. Eu não sei. Mas, ainda assim, sempre é belo falar do passado… As horas têm caído e nós temos guardado silêncio. Por mim, tenho estado a olhar para a chama daquela vela. Às vezes treme, outras torna-se mais amarela, outras vezes empalidece. Eu não sei por que é que isso se dá. Mas sabemos nós, minhas irmãs, por que se dá qualquer cousa?…
(uma pausa)
A MESMA - Falar do passado - isso deve ser belo, porque é inútil e faz tanta pena… SEGUNDA - Falemos, se quiserdes, de um passado que não tivéssemos tido. TERCEIRA - Não. Talvez o tivéssemos tido… PRIMEIRA - Não dizeis senão palavras. E tão triste falar! É um modo tão falso de nos esquecermos! … Se passeássemos?… TERCEIRA - Onde? PRIMEIRA - Aqui, de um lado para o outro. As vezes isso vai buscar sonhos. TERCEIRA - De quê? PRIMEIRA - Não sei . Porque o havia eu de saber?
(...)
Trecho de " O Marinheiro" de Fernando Pessoa. | comments: Leave a comment  |
| Storm brewing for a long time Don't think that I can't read the danger signs What's the matter? nothing! What's the matter? nothing! Some people like things left unspoken I prefer to have it out in the open Some people like things left unspoken I don't care if you shout it Get it out in the open! Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, come on, come on
The nights ending, we've both had a fair few I'm being stopped getting anywhere near you Whispering, doing my head in Yeah, there's friends between us, but I'm not listening
I've overheard of a coupla clenched fists A few more drinks and it comes to the surface What's the matter? nothing! What's the matter? nothing!
Some people like things left unspoken I prefer to have it out in the open Some people like things left unspoken I don't care if you shout it Get it out in the open! Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, let's have a fight tonight Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, come on, come on
Fight, fight, fight, fight...
What's that? I'll have him Slaughter him What? He's a bit bigger He's a bit bigger, but He's drunker isn't he? When he's not looking Honestly let's keep it outside I'm not, I'm not joking
Some people like things left unspoken I prefer to have it out in the open Some people like things left unspoken I don't care if you shout it Get it out in the open! Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, let's have a fight Come on, come on, come on, come on Fight! | comments: Leave a comment  |
| De ressaca
Luís Fernando Veríssimo
Hoje, existem pílulas milagrosas, mas eu ainda sou do tempo das grandes ressacas. As bebedeiras de antigamente eram mais dignas, porque você as tomava sabendo que no dia seguinte estaria no inferno. Além de saúde era preciso coragem. As novas gerações não conhecem ressaca, o que talvez explique a falência dos velhos valores. A ressaca era a prova de que a retribuição divina existe e que nenhum prazer ficará sem castigo. Cada porre era um desafio ao céu e às suas fúrias. E elas vinham - Náusea, Azia, Dor de Cabeça, Dúvidas Existenciais - às golfadas. Hoje, as bebedeiras não têm a mesma grandeza. São inconseqüentes, literalmente.
Não é que eu fosse um bêbado, mas me lembro de todos os sábados de minha adolescência como uma luta desigual entre o cuba-livre e o meu instinto de autopreservação. O cubalibre ganhava sempre. Já dos domingos me lembro de muito pouco, salvo a tontura e o desejo de morte. Jurava que nunca mais ia beber, mas, antes dos trinta, “nunca mais” dura pouco. Ou então o próximo sábado custava tanto a chegar que parecia mesmo uma eternidade. Não sei o que o cuba-libre fez com meu organismo, mas até hoje quando vejo uma garrafa de rum os dedos do meu pé encolhem.
Tentava-se de tudo para evitar a ressaca. Eu preferia um Alka-Seltzer e duas aspirinas antes de dormir. Mas no estado em que chegava em casa nem sempre conseguia completar a operação. As vezes dissolvia as aspirinas num copo de água, engolia o Alka-Seltzer e ia borbulhando para a cama, quando encontrava a cama.
Mas os métodos variavam. Por exemplo:
Um cálice de azeite antes de começar a beber - O estômago se revoltava, você ficava doente e desistia de beber.
Tomar um copo de água entre cada copo de bebida - O difícil era manter a regularidade. À certa altura, você começava a misturar a água com a bebida, e em proporções cada vez menores. Depois, passava a pedir um copo de outra bebida entre cada copo de bebida.
Suco de tomate, limão, molho inglês, sal e pimenta - Para ser tomado no dia seguinte, de jejum. Adicionando vodka ficava um Bloody Mary, mas isto era para mais tarde um pouco.
O sumo de uma batata, sementes de girassol e folhas de gelatina verde dissolvidas em querosene - Misturava-se tudo num prato pirex forrado com velhos cartões do sabonete Eucalol. Embebia-se um algodão na testa e deitava-se com os pés na direção da ilha da Páscoa. Ficava-se imóvel durante três dias, no fim dos quais o tempo já teria curado a ressaca de qualquer maneira.
Uma cerveja bem gelada na hora de acordar - Por alguma razão, o método mais popular.
Canja - Acreditava-se que uma boa canja de galinha de madrugada resolveria qualquer problema. Era preciso especificar que a canja era para tomar, no entanto muitos mergulhavam o rosto no prato e tinham que ser socorridos às pressas antes do afogamento.
Minha experiência maior é com o cuba-libre, mas conheço outros tipos de ressaca, pelo menos de ouvir falar. Você sabia que o uísque escocês que tomara na noite anterior era paraguaio quando acordava se sentindo como uma harpa guarani. Quando a bebedeira com uísque falsificado era muito grande, você acordava se sentindo como uma harpa guarani e no depósito de instrumentos da boate Catito’s em Assunção.
A pior ressaca era de gim. Na manhã seguinte, você não conseguia abrir os dois olhos ao mesmo tempo. Abria um e quando abria o outro o primeiro se fechava. Ficava com o ouvido tão aguçado que ouvia até os sinos da catedral de São Pedro, em Roma.
Ressaca de martini doce: você ia se levantar da cama e escorria para o chão como óleo. Pior é que você chamava a sua mãe, ela entrava correndo no quarto, escorregava em você e deslocava a bacia.
Ressaca de vinho. Pior era a sede. Você se arrastava até à cozinha, tentava alcançar a garrafa de água e puxava todo o conteúdo da geladeira em cima de você. Era descoberto na manhã seguinte imobilizado por hortigranjeiros e laticínios e mastigando um chuchu para alcançar a umidade. Era deserdado na hora.
Ressaca de cachaça. Você acordava sem saber como, de pé, num canto do quarto. Levava meia hora para chegar até à cama porque se esquecera como se caminhava: era pé ante pé ou mão ante mão? Quando conseguia se deitar, tinha a sensação que deixara as duas orelhas e uma clavícula no canto. Olhava para cima e via que aquela mancha com uma forma vagamente humana no teto finalmente se definira. Era o Konrad Adenauer e estava piscando para você.
Ressaca de licor de ovos. Um dos poucos casos em que a lei brasileira permite a eutanásia.
Ressaca de conhaque. Você acordava lúcido. Tinha, de repente, resposta para todos os enigmas do Universo. A chave de tudo estava no seu cérebro. Devia ser por isso que aqueles homenzinhos estavam tentando arrombar a sua caixa craniana. Você sabia que era alucinação, mas por via das dúvidas, quando ouvia falar em dinamite, saltava da cama ligeiro.
Hoje não existe mais isto. As pessoas bebem, bebem e não acontece nada. No dia seguinte estão saudáveis, bem dispostas e fazem até piadas a respeito. De vez em quando alguns dos nossos se encontram e se saúdam em silêncio. Somos como veteranos de velhas guerras lembrando os companheiros caídos e o nosso heroísmo anônimo. Estivemos no inferno e voltamos, inteiros. Mais ou menos. Um brinde. E um Engov. | comments: Leave a comment  |
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Ainda é cedo amor Mal começaste a conhecer a vida Já anuncias a hora de partida Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste atenção querida Embora eu saiba que estás resolvida Em cada esquina cai um pouco tua vida Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor Preste atenção o mundo é um moinho Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos. Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida Em cada amor tu herdarás só o cinismo Quando notares estás à beira do abismo Abismo que cavastes com teus pés | comments: Leave a comment  |
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Words are flowing out like endless rain into a paper cup, They slither while they pass they slip away across the universe. Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind, Possessing and caressing me.
Images of broken light which dance before me like a million eyes, They call me on and on across the universe. Thoughts meander like a restless wind inside a letter box, They tumble blindly as they make their way across the universe
Nothing's gonna change my world | comments: Leave a comment  |
| Three things are certain: Death, taxes, and lost data. Guess which has occurred. | comments: Leave a comment  |
| | Subject: | Aches | | Time: | 02:34 am |
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| Headache Footache Heartache
Tá tudo quebrado por aqui. Ouch. | comments: Leave a comment  |
| | Current Music: | Beatles - Helter Skelter | | Subject: | Querido diário | | Time: | 03:27 pm | | Current Mood: | crushed |
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Ontem foi um dia maravilhoso. Acordei, tomei café, fiz muitos trabalhos, e no final da tarde fui para a faculdade....
Aí tropecei na escada da faculdade e quase fraturei o tornozelo. Fiquei 2 horas assistindo aula sentindo uma dor excruciante e ainda caminhei 3 km na volta para casa.
Um prova de que:
a) Sou muito burro para pegar um táxi; b) Meus amigos são pobres demais para ter carro e oferecer carona; c) Sou teimoso demais para me deixar abater por uma luxaçãozinha de merda; d) Não tenho um pingo de juízo.
Cheguei em casa e conversei com amigos pelo msn...
E eles me falaram: "Esquece, cara. Não vou comprar vodca para você. Já acabou com aquela garrafa??" Pois é, acabei. Porque diabos acham que eu estou pedindo por mais? Tornozelo destruído, sem analgésicos, sem álcool, sem sorte. Jeito é ir pra cama antes que aconteça mais alguma coisa pra incrementar meu humor.
Oh, dia....
E então fui dormir, porque nunca se sabe o que trará o dia de amanhã... | comments: Leave a comment  |
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Have you heard the news? Bad things come in twos. But I never knew 'Bout the little things.
Every single day Things get in my way. Someone has to pay For the little things.
And I'm through with the stories And I'm sick to my shoes. And the walking and the talking, It's got nothing to do with The final solution. It's a box full of tricks. And I'm through with repairs When there's nothing to fix, When there's nothing to fix, When there's nothing to fix, And it all comes down to you.
Let the headlines wait, Armies hesitate. I can deal with fate But not the little things.
Armageddon may Arrive anyday. I can't get away From the little things.
With a pile of cares And a bucket of tears, I could look at the sunlight And I feel no fear. With a mountain of maybes And some Icarus wings, And I'm armed with delusions And one little thing, And that one little thing, And that one little thing, And it all comes down to you.
Have you heard the news? Bad things come in twos. But I never knew 'Bout the little things.
Every single day Things get in my way. Someone has to pay For the little things. | comments: Leave a comment  |
| | Current Music: | Nine Inch Nails - Dead Souls | | Subject: | Um começo. | | Time: | 10:25 am |
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| Eu me tornei um vampiro por opção. Ou prefiro acreditar que sim.
Conheci uma mulher há alguns anos. Ela era uma prostituta. Mas também era uma vampira. Embora só viesse a descobrir que esse papo era coisa séria no dia que aconteceu. Ela gostou de mim, a procurei quando estava me sentindo solitário, após cortar os laços com minha família, mudar para outra cidade e só manter contato raramente por telefone ou cartas. Na primeira vez que transamos, algo incomum aconteceu. Não foi o sexo em si, foi a forma como aconteceu. Ela quis que eu dormisse com ela naquela noite, fez várias perguntas sobre minha vida e eu não tinha como mentir. Contei que estava sozinho, que não estava namorando e então ela decidiu que eu seria o namorado dela. Não foi uma pergunta, foi uma declaração. Eu seria o namorado dela.
Foi difícil, mas de alguma forma eu recusei. Fizemos sexo até o momento de ir embora. Nossa despedida foi um beijo enquanto eu ainda a penetrava, e então num impulso, fui embora.
Mas mantive contato.
Ao longo dos anos continuamos conversando. Ela me ligava ou eu ligava para ela. Para saber como as coisas estavam indo. Às vezes dormíamos juntos, às vezes apenas saíamos para conversar. Ela me contava de sua vida, e eu falava sobre a minha. Mas falavamos pouco sobre o que realmente fazíamos.
Era estranho. Descobri que ela tinha uma filha. Não parecia. Mas vi fotos e ela me contou que se mantinha afastada da menina. Provavelmente por causa do trabalho, mas visitava a filha sempre que possível.
Após alguns anos, numa noite de bebedeira e de insatisfação, liguei para ela. Conversamos e não sei exatamente como, ela me disse que era uma vampira.
Acreditei.
Estava procurando um novo lugar para morar. Estava farto das pessoas com quem trabalhava, do meu emprego, de passar dias enfiado num cubículo gerenciando a vida alheia, sem saber o que fazer com a minha. Curava minha frustração comprando coisas pela Internet. Um acesso de raiva? Comprava um celular novo. Um dia ouvindo reclamações sobre a queda das ações da carteira de investimentos de uma cliente mais rica do que o papa? Comprava uma nova TV para ver pornografia em alta resolução e imaginaria aquela chata no lugar da atriz principal de um gang-bang. Como meu salário não comportava estes gastos, eu comprava em prestações. E essas prestações me obrigavam a me manter no emprego.
E manter emprego se tornou o centro de minha vida.
Estava preso.
Um dia perguntei para ela como era essa história de ser vampiro. E se ela era mesmo uma vampira, porque trabalhava como prostituta. Apesar de linda ela ainda cobrava barato, não parecia ter posses nem nada do gênero.
Ela disse que se eu queria mesmo saber como era ser um vampiro, deveria me tornar um. E que ela o faria se eu quisesse.
Aceitei.
Não peguei minhas chaves e acenei adeus para minha vida. Não saí correndo no meio da noite em direção ao desconhecido. Simplesmente aceitei a proposta e marquei um encontro. Dali três dias e eu seria um vampiro. Ou então, comeria de graça uma prostituta linda e maluca. De qualquer forma, eu sairia no lucro.
No dia que liguei para marcarmos o encontro, ela disse que não poderia. Estava passando mal do estômago e não tinha vontade de ver ninguém.
É por essa e outras razões que eu achava que o lance de vampirismo era uma piada. Como alguém vai acreditar num vampiro com dor de barriga?
Depois, quando o vampiro era eu, eu entendi o que era aquilo.
Deixei de lado aquela história e continuei com minha vidinha, acho que se passaram meses até que eu voltasse a falar com ela. Para mim a história do mal-estar era apenas mais uma desculpa para não trepar. Fora isso, eu já havia superado toda a baboseira sobre vampiros.
Encontrei um apartamento novo. Maior, mais espaçoso. Imundo, mas com potencial para ficar apenas sujo. Talvez somente empoeirado, se eu me dedicasse. E era mais um motivo para continuar amarrado no meu emprego, comendo bosta alheia e sorrindo. Estava chovendo quando ela ligou. Frio e chuva, o perfeito dia para ficar em casa. Mas há algo sobre sexo gratuito e de qualidade que é capaz de tirar qualquer homem da cama. Sedentário ou não. Peguei o táxi à meia-noite. Uma corrida de 15 minutos e lá estava eu. Tiritando de frio, cabelo molhado e esperando que ela não demorasse mais para atender o interfone. Na terceira tentativa, ela consegue destravar a porta do saguão.
Subi de elevador até o 18º andar, olhando para meu rosto cansado no espelho. Estou ficando velho. Será que meu tesão ainda é o mesmo? Bom, foda-se. Dormir acompanhado ainda é melhor que dormir sozinho.
No quarto, ela me perguntou se eu ainda queria ser um vampiro. Estava sorrindo, aquele jeito alegre de sempre e olhos brilhantes, com uma luz interior. Naquela noite estavam ainda mais brilhantes. Era linda.
Bom, como dizer não? Me diga qual o homem capaz de dizer não para uma mulher nua, sorridente, após fazer sexo com ela e ainda querer mais? Eu não conheço nenhum. Lógico que topei.
Pensei que o máximo que eu teria no final da noite seria uma grande marca no pescoço, para esconder com a gravata no dia seguinte e ouvir as piadinhas eventuais no escritório, e os risinhos das colegiais no metrô.
Quando senti que tudo mudou de cor, era tarde demais para dizer coisa alguma. Começou com um beijo. Quando ela montou sobre mim, senti minha ereção voltando. Quando chupou meu pescoço, estava pronto para penetrar nela. E então, nada. Senti meu corpo formigando, minha ereção sumindo, meus dedos gelados, minha boca seca e o mundo ficando rubro. Parecia pintado de vermelho. Como se houvesse sangue em toda parte.
Acho que era o meu.
Nesse momento final, eu poderia tentar me soltar. Mas então lembrei da vida que levava. Das manhãs em que o primeiro pensamento coerente que tinha era o desejo de ter uma arma para dar um tiro na cabeça e continuar num sonho sem fim. Já tive sonhos bem realistas e sempre acordei decepcionado, por ver que nada era permanente. E, pensando bem, não há nada garantido nessa vida, exceto que um dia, cedo ou tarde, bem ou mal, vamos todos morrer.
Foda-se. Pelo menos ela que limpe a sujeira e livre-se do corpo.
Quando acordei, ela estava fechando as cortinas do quarto. Era de tarde. E era terça-feira. Perdi dois dias de trabalho. Oh, merda.
Ah, e agora eu era um vampiro.
Eu disse que você era meu namorado, não disse? - comentou sorrindo. E me passou a bolsa de sangue com um canudinho.
....
Hmmm... depois de um tempo, acho tudo isso uma grande bobagem. | comments: Leave a comment  |
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Esparramada em seu colo, ela ronronava. Duas chamas azuladas, um misto de céu e mar. Ela o olhava, como amor e dedicação. Fechando os olhos quando era acariciada. Sorrindo seu sorriso de gata sendo afagada. Cravando as guarras em sua perna, demonstrando seu amor. E assim, continuou. Tão bela e frágil, tão sedutora. Uma pantera, de pêlo cor de cobre. Ronronando, esquecida de suas presas. Que estavam ali, apenas por acidente. Apenas por um capricho da natureza. Sempre presentes. Não combinavam com sua alma de gatinha. | comments: Leave a comment  |
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